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As Desvantagens de usar punição

PUNIÇÃO TEM DESVANTAGENS DE CURTO E LONGO PRAZO

Tal como pautado por Alberto e Troutman (2013), em momentos nos quais estímulos aversivos sejam apresentados, ou reforçadores sejam retirados, o comportamento problema pode AUMENTAR, evidenciando comportamento emocional e/ou agressivo da parte do aprendiz. Pior que isso, o aprendiz pode ficar retraído e parar de prestar atenção; a “lição” que achamos estar transmitindo por meio da punição pode se perder junto com todo o ensino das demais habilidades no momento. A punição pode afetar também o comportamento adaptativo , DIMINUINDO simultaneamente sua frequência. Comportamentos de fuga ou evitação podem surgir. Podemos constatar também que o efeito punidor cessa tão logo o aprendiz deixa o ambiente,  e por conta disso, o comportamento problema tende a reaparecer em outras situações, mostrando que tudo o que o aprendiz aprendeu foram formas de não ser pego em flagrante. Com isso, o instrutor terá dificuldades futuras com aquilo que se tornou um estímulo aversivo condicionado.

O QUE ESTAMOS ENSINANDO EXATAMENTE?

Modelação: Precisamos lembrar que estamos ensinando a todo momento – crianças observam tudo! O aprendiz usa-nos como modelo. Além disso, quando o uso de punição desencadeia comportamento agressivo, isso coloca a criança, o adulto e quem mais esteja por perto em risco de lesão por essas agressões. Ademais, o uso de punição não ensina habilidade funcional para a criança. Quando a função do comportamento não for tratada de outra forma, o comportamento problema pode voltar ou ser substituído por outro comportamento igualmente inadequado ou ainda pior.

QUAIS VÃO SER OS EFEITOS COLATERAIS NO INDIVÍDUO?

O uso de punição pode causar diversos efeitos colaterais. O aprendiz pode desenvolver baixa autoestima. Também é preciso lembrar que o aprendiz pode achar reforçador ver adulto perder o controle e se comportar como bobo. Considere que punição não deve ser usada como vingança. O contra-controle por parte do aprendiz é a tentativa direta ou indireta, imediata ou tardia de retaliar, vingar-se ou prevenir a contingência de punição. Já que a meta da ABA é ensinar habilidades adaptativas e adequadas para melhorar a vida do aprendiz, tornando-o mais independente, conseguimos ver como isso é contraproducente.

INTERVENÇÕES POSITIVAS

Alternativas para a redução do comportamento: Analistas do comportamento compartilham a responsabilidade ética de buscar usar abordagens tão menos invasivas quanto seja possível, sempre mantendo a dignidade e segurança do indivíduo no primeiro plano.

VAMOS SALVAR O MUNDO COM ABA!!

Quando for projetar intervenção para diminuir comportamento inadequado, cabe primeiro usar intervenções que ensinem habilidades e nas quais o indivíduo tenha meios para encontrar reforço positivo. Para Alberto e Troutman (2013), intervenções incluem as formas de reforço diferencial, como DRL, DRO, DRI e DRA. Além disso, o uso sistemático de NCR pode ser útil. O próximo patamar seria o uso do processo de extinção, ou seja, parar de dar reforço para comportamento problema. Resumindo, existem várias estratégias que não incluem o uso de estímulo aversivo para serem colocadas em vigor desde o primeiro momento sem que seja necessário recorrer à punição.

Alberto, P., & Troutman, A. C. (2013). Applied behavior analysis for teachers. Boston: Pearson.